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Texto enviado por Viviani Bovo: Homenagem a nossa querida Lua que esteve presente durante o Life Force 2011. O Keeney previu sua partida (que aconteceu um mês depois), mas nos mostrou também sua sabedoria e seu amor... como ele mesmo disse para o grupo, a Lua era a noiva do carrocho de Deus, por isso era especial! O poema abaixo foi escrito no dia da sua morte:
Peta Bunita
Quando a noite se prepara para chegar
Ela já está lá...no céu!
Linda, preta, brilhante e redonda
Nossa Lua Preta tinha encontro marcado
Seu noivo...aquele... o cachorro de Deus, a esperava!
Nós, com saudades, olhamos aqui de baixo...
E o amor? Esse continua para sempre!
Peta bunita, Peta bunita...
Viviani Bovo
26/08/2011

Texto enviado por Simone Dognani:
Simplesmente AMOR
Estar com quem se gosta muito.
Sentir-se bem.
Dar risadas.
Ficar quieta.
Só ouvir.
O encontro nem aconteceu ainda e você não quer que a despedida aconteça.
É sentir-se abraçada com o coração.
É não querer estar em outro lugar.
Tudo é bom.
Momentos que devem ser guardados como relíquias, num lugarzinho especial, que só eu sei onde está.
É sofrer o sofrimento do outro.
É viver a alegria do outro.
É relembrar e viver de novo.
É aprender pela primeira vez.
É perceber o que já se sabia.
É tomar um café tão demorado e sair tão abastecido e satisfeito.
É conversar tanto e sair mais satisfeito ainda...
Querer que o outro fale, fale, fale... E perceber que o outro quer a mesma coisa.
Se isso não é Amor, não sei o que é... Só se existir algo maior, que eu desconheça.
Tão simples.
Tranqüilo.
Prazeroso.
Satisfação completa.
31/12/2011
Simone Dognani
Texto enviado por Antonella Zara:
Diário de viagem
Somos mais ou menos quarenta pessoas. Durante quatro dias e meio, vamos fazer uma vivência de xamanismo. Na verdade, aparentemente não faremos muita coisa. Passaremos várias horas fechados em uma sala à meia-luz, balançando o corpo freneticamente ao som de tambores e bateria. Antes de começar, recebemos os ensinamentos do xamã, Bradford Keeney, o norte-americano mais africano que já conheci, que nos conta sobre o deserto do Kalahari, as tribos onde aprendeu esta prática espiritual, a "Shaking Medicine", a medicina do sacolejar, a sabedoria propulsionada pelo movimento, que ele chama da origem da espiritualidade. Ele nos fala, ou melhor, ele entoa poemas espontâneos sobre a experiência do amor extremo, sobre Deus como vivência do sagrado, brotando como uma música na alma e no corpo. Algo impossível de explicar ou transmitir com palavras, um estado que precisa ser experimentado, compartilhado, celebrado. A celebração da força vital. A volta às origens do amor. A criação de um espaço ritual onde tudo aquilo que acontece serve um propósito maior de reconexão com a vida e com a natureza dentro e e volta de nós.
Depois dos ensinamentos, as luzes são quase totalmente apagadas. Os membros começam a se entregar aos sons que crescem, selvagens e inesperados, e se esparramam nos corpos através das mãos hábeis e do enlevo crescente do baterista. Não tarda para que a energia comece a se apoderar de todos. Alguns acreditam não estar em transe, mas se enganam, estão tão envolvidos e indissolúveis daquilo que está acontecendo como todos os outros. Estão sentados em balanço tímido, outros em pé, tremendo, caindo ao chão, rolando, gemendo, chorando, gritando, pulando, entrando em convulsão, se descobrindo, se encontrando entre si, se abraçando, se ajudando mutuamente, e o xamã fluindo entre todos como água, sacudindo, cantando, despertando, curando, realizando uma coreografia insólita e bizarra que, quando vivenciada, faz todo o sentido.
Na terceira manhã é a minha vez de me achar. O corpo toma as rédeas, já não posso pará-lo. Estou plenamente consciente, mas também totalmente entregue. O xamã vem a mim, aciona pontos do meu corpo, meu umbigo, minha cabeça, fala palavras ininteligíveis, rosna sons tribais, e de repente caio ao chão, um choro profundo subindo de meu ventre em forma de canto estrangeiro para Alá, uma energia desconhecida, mas conhecida, muito antiga, um lamento dolorido de mulheres do deserto, de guerreiras sofredoras, que nunca podem expressar toda a sua dor. Estou suando frio, todo o meu corpo está tremendo, mas algo em mim, algo que ainda sofria, finalmente está em paz.
No dia seguinte descrevo a minha experiência aos meus companheiros de aventura. Faz apenas quatro dias que nos conhecemos, mas já somos como uma família. Há um amor genuíno em cada olhar e am cada abraço. Antes de mim, alguns deles descreveram sonhos intensos, ensinamentos espirituais recebidos através de sonhos. O xamã advertiu que isso aconteceria, então ele escuta com atenção, depois solta o verbo, transforma tudo em sabedoria cadenciada por sua poesia mística. Faz isso com a naturalidade das crianças e a profundidade dos anciãos, sem pensar muito, abençoa sem abençoar, como o sol, o mar e a lua.
E então, de repente, ele vê uma árvore em mim. Imensa, com raízes profundas e galhos abertos semeando os ventos. Eu que caminhei 1600 quilômetros em peregrinação, abraçando árvores, buscando consolo, força e aconselhamento nelas sempre que necessário. Eu que quero ser enterrada nua, envolvida em seda vermelha, com sementes de uma grande árvore plantadas em meu umbigo e meu corpo. Logo, Viviani, a organizadora do evento, nossa madrinha nesta experiência, lembra-se imediatamente de uma árvore que ela encontrou a caminho daqui. Um jequitibá muito antigo que "chamou" por ela e pediu para que trouxesse sua energia para este trabalho. Jequitibá quer dizer "gigante da floresta" em tupi-guarani, pois é uma árvore muito alta e bela que pode chegar a mais de 60 metros de altura, o tamanho de um prédio de 20 andares. No Brasil há ainda alguns exemplares de mais de 3000 anos de idade e estão entre os maiores e mais antigos seres vivos do mundo. O xamã sorri e decide que nós vamos ao encontro de nossa árvore.
É de tarde. Somos quarenta pessoas de mãos dadas em volta do jequitibá milenar. Fazemos um ritual de celebração à vida. Não é preciso falar muito. Todos sabemos o que está acontecendo. Agora nós todos somos árvores. Somos portadores de sementes. Somos jardineiros do amor. Sentimos que nunca mais esqueceremos este momento. E que cabe a cada um de nós em cada instante de nossas existências perpetuar e transmitir com alegria as bênçãos que nos foram dadas ao longo de nossos caminhos. O amor visceral, a magia da vida e a música do coração.
Antonella Zara
Texto enviado por Viviani Bovo:
Turma, muito bom dia!
Estamos muito felizes, foram dias maravilhosos que passamos juntos e estamos vibrando aquele amor até agora!
Obrigado por fazerem parte de nossas vidas!
Essa é uma mensagem muito especial, pois foi enviada pelo Brad...
A mensagem original foi enviada em inglês, por isso colocamos uma tradução livre:
Vejam que lindo que o Keeney escreveu para nós e ele nos pediu para enviar isso a todos.
"Meus mais queridos amigos,
Na noite passada (13/10/2009) eu chacoalhei o pequeno chocalho da caixa de fósforos com suas pequenas pedras de grande amor e experienciei uma noite extraordinária.
Eu senti cada um de vocês durante toda a noite.
Eu entrei e saí dos sonhos, sempre vibrando e entrando em contato com cada um de vocês.
Isso me fez querer saltar, chorar e gritar com alegria. Nossas cordas estão agora tornando-se fortes o suficiente para fazermos uma transformação significante juntos.
Eu sinto que algo grande aconteceu conosco e isso é o começo de um trabalho importante que se estabelecerá no Brasil.
O futuro e o centro da transformação espiritual não vai acontecer na Índia, China, entre os índios ou mesmo na África... Acontecerá conosco!
Há um grande trem (criação, ensinamento, impulso) vindo para todos os pequenos xamãs com amor infinito!
Obrigado por estarem à bordo,
Eu os amo!!
Brad"
Texto enviado por Vera Boeing:
Viver o que vivemos é indescritível. É grande demais!
O amor, só consegue entender quem, realmente o vive. E nós o vivemos!
Sou feliz por ter cada um de vocês vibrando em mim.
Amo cada um de vocês!
“Thank you for being on board”... e sou muito feliz por estar a bordo deste “trem”. Sou grata a você Brad!
Um beijo,
Vera
Texto enviado por Ana de Fátima Feliz:
Olá querida tribo!
Quanta saudade já sinto de vocês todos. Como é bom saber que você existem nesse planeta!
Iniciei um processo de reinvenção na forma de amar as pessoas, que abalou as minhas estruturas mais profundas e devo isso a esse encontro, ao Brad e a cada um de vocês.
Quando eu li a mensagem do Brad meu coração pulou de tal forma, que corri para o meu jardim e fui abraçar as árvores que ali estão e sei que compreendem isso...sacudir...sacudir...é o que me faz chegar perto de vocês.
Com amor! Até qualquer momento!
Ana de Fátima
Texto enviado por Fontayny Kleber:
Querida Tribo,
Foi uma alegrai revê-la no primeiro dia da nossa maluca experiência. Ali, no meio, vibrando, balançando, uns cuidando dos outros como uma grande mão divina.
Parabéns a todos nós por nos permitirmos a essa nova experiência, sem limites, sem preconceitos, sem falsidade, sem querer dar para receber, pelo contrário, nessa tribo só ofereceremos, e depois o universo, Deus, nossos anjos nos oferecem aquilo que precisamos e na medida certa.
Estou muito feliz pelos que tiveram sua primeira experiência com essa Tribo. Sejam bem-vindos! E muito mais virá!
Mil abreijos,
Kunthar